ATENÇÃO: Este texto contém spoilers (fatos do jogo).
A expectativa de muitos fãs da trilogia God of War acabou com o lançamento do aguardado terceiro episódio. Se um grande jogo era esperado, com certeza minhas expectativas foram superadas: o jogo é um épico, não consegui achar um defeito nesta grande obra, e como fã, tenho meus motivos para isso. Não sou de fazer análises, mas este grande jogo merece seu espaço aqui no Games para Garotas.
Um pequeno flashback é apresentado na introdução, contando um pouco do que ocorreu nos episódios anteriores, de forma rápida e precisa. O jogo começa exatamente no momento em que terminou God of War II, com Kratos e os titãs subindo ao Monte Olimpo, e a conhecida frase: Zeus, your son has returned! I bring the destruction of Olympus! (Zeus, seu filho voltou! Eu trago a destruição do Olimpo!).
A partir de então, inicia-se uma batalha sangrenta de em busca de vingança. Kratos está terrivelmente violento, o sangue de seus inimigos fica em seu corpo, seu olhar de fúria predomina em boa parte do jogo. Apesar de toda a raiva que lhe consome, achei incrível as diversas expressões de Kratos, em alguns momentos está mais calmo, como por exemplo ao conversar com Pandora, e em outros é bastante irônico, sendo possível perceber claramente estas expressões em seu rosto. A perfeição dos detalhes do protagonista impressiona a todos que o vêem, como os traços, textura da pele, e até a própria dublagem, com a poderosa voz de Terrence C. Carson.
As batalhas são o grande marco do jogo. Nunca se viu algo tão grandioso como as batalhas épicas contra os deuses do Olimpo e principalmente com os titãs. Apesar da ajuda dos titãs para subir ao Monte Olimpo, novamente Kratos sente-se traído, e então decide que é hora de seguir sua jornada sozinho, e enfrentando tais criaturas centenas de vezes maiores que ele. Algumas batalhas são extremamente difíceis, o que requer paciência e habilidade por parte do jogador, principalmente ao enfrentar Hades e claro, o deus do Olimpo, Zeus. Outros monstros e guerreiros conhecidos no GOW I e II estão de volta, porém muito mais fortes e habilidosos, o que faz com que você morra algumas vezes até aprender seus golpes. Agora é possível subir nas costas dos ciclopes e cerberus e controlá-los para matar os demais inimigos, executando uma verdadeira chacina.

Graficamente, God of War III é de encher os olhos. É possível reparar em detalhes mínimos, que fazem toda a diferença em termos visuais. Os lugares por onde Kratos passa são enormes, fazendo com que muitas vezes o fantasma de Esparta fique pequeno, e nem é possível ouvir os efeitos sonoros de sua espada ou gritos, tão longe está, dando uma noção fantástica da grandiosidade do jogo. A representação da água está incrível, ao nadar o reflexo de Kratos é perfeito, e ao mergulhar é possível sentir a sensação de embaçamento nos olhos.
Kratos agora possui as Blades of Exile, que foram dadas por Atena (sim, ela está de volta), que possui a mesma aparência das Blades of Chaos. Ao longo do jogo, adquire mais três armas: Claws of Hades, após derrotar Hades, Kratos ganha suas garras, para convocar almas amaldiçoadas para atacar seus inimigos; Nemean Cestus, um par de luvas extremamente forte, adquirido apos vencer Hércules, utilizado para quebrar as pedras onix durante o jogo e por último a Nemesis Whip, arma feita por Hefesto com a pedra Omphalos, aquela pedrinha que Cronos comeu achando que era seu filho Zeus, lembram? A fúria dessa vez é a Rage of Sparta, e após ativada se utiliza a Blade Of Olympus, deixando Kratos mais forte e invulnerável.

Cima : Claws of Hades (esq) e Blades of Exile (dir). Baixo : Nemean Cestus (esq) e Nemesis Whip (dir)
Os Quick Time Events estão de volta, dessa vez mais fáceis de serem executados, pois são apresentados na tela de acordo com sua localização no controle (X em baixo, quadrado ao lado esquerdo e assim por diante), e assim podemos prestar mais atenção no ataque brutal de Kratos em seu pobre inimigo. Os mini-games estão complexos, mas previsíveis, nada que tire a paciência de quem está controlando o anti-herói.
Todo o desenrolar do jogo é feito de forma grandiosa, fazendo com que o jogador queira terminar logo para ver a tão esperada vingança de Kratos. O jogo não é um curto, comparado aos anteriores. Levei exatas 9:37 minutos no modo God (médio), e posso afirmar que no modo Chaos (muito difícil) serão necessárias muitas horas para concluir o jogo. O importante é explorar cada espaço, procurando por baús escondidos e passagens secretas, que são muitas, e deslumbrar-se com os belos gráficos.

Kratos em cima de Gaia
O final não poderia ser diferente, a vingança sobre Zeus é violenta e emocionante ao mesmo tempo. Novamente Kratos é transportado ao seu passado, passando por momentos como a morte de sua esposa e filha e ouvindo vozes de todos aqueles que foram mortos por sua ira. A visão do mundo após a morte de Zeus é impressionante: almas perdidas, insetos (representando as doenças), o sol e o mar em total desequilíbrio. Tudo para representar o verdadeiro caos tão almejado por Kratos. Tudo agora faz sentido, fatos que ocorreram em God of War I e II finalmente foram acertados, e o conjunto dessa magnifica obra supera as expectativas.
A experiencia do jogo será única, principalmente aos fãs da série. God of War consagra-se na história dos games, e a equipe dos Studios Santa Monica cumpriu maravilhosamente bem seu trabalho. A todos os proprietários e usuários do Playstation 3, comprem, aluguem, peçam emprestado, mas não deixe de jogá-lo.