Não existem mais fronteiras ou limites que impeçam a conquista definitiva pela absoluta igualdade de direitos das mulheres. Atividades antes inimagináveis no mundo feminino, se tornaram lugares comuns para as mulheres. Tripular foguetes, ocupar altas patentes das forças armadas, presidir países, serem exímias jogadoras de futebol, nada mais lhes é proibido ou inalcançável. Quem achou ou ainda acha que o mundo dos games seria uma exceção, está completamente enganado.
Uma espantosa evolução na quantidade de meninas gamers vem acontecendo nos últimos anos. Segundo dados da Entertainment Software Association (ESA), as meninas já representam cerca de 40% do mercado de vídeo games. Há 10 anos atrás elas se limitavam a menos de 10% do total de gamers. Durante essa jornada, muito preconceito – até mesmo por parte de outras meninas – teve de ser superado para se atingir esse fantástico crescimento.
A grande maioria das produtoras preferiu ignorar durante muito tempo o imenso potencial dessa nova camada de jogadores. A Nintendo que se notabilizou por revolucionar constantemente o mundo dos games, parece ter sido a primeira a enxergar esse novo filão. No final de 2004, a empresa japonesa lançou o Nintendo DS, console portátil disponível em várias cores (inclusive rosa), que se tornou extremamente popular entre as meninas. O jogo mais vendido do DS é o Nintendogs, game de simulação em que o jogador cria um cachorro virtual. O Nintendogs superou os jogos do Super Mário e já vendeu mais de 22 milhões de cópias no mundo todo. Dois anos depois, a Nintendo favoreceu mais uma vez essa integração feminina ao mundo dos jogos, com o lançamento do Wii, que trouxe uma nova dinâmica com controles mais simples, agregando movimentos à experiência dos jogos
Durante muito tempo as meninas tiveram que se contentar com jogos que abordavam exclusivamente os interesses do mundo masculino. Explodir a cabeça de um monstro com uma doze ou atropelar pessoas para passar de fase pode não parecer tão atrativo assim para meninas(nada impede que gostem também, é claro). Essa ausência de temas femininos, influenciou em muito a ausência ou retardamento da formação dessa nova comunidade. É claro que todos esses dados não continuariam passando despercebidos pelas produtoras. No final do ano passado diversos títulos focando esse novo público foram lançados, como “Littlest Pet Shop” e “Charm Girls Club”, ambos da Electronic Arts.
A composição da comunidade gamer feminina é extremamente ampla e variada. De jogadoras casuais a hardcore gamers, buscando apenas um pouco de diversão ou já completamente fanáticas por jogos, elas crescem a uma velocidade surpreendente e ocupam os mais variados espaços dentro do mundo gamer. Já estão presentes em algumas das mais importantes produtoras, grandes sites de jogos e imprensa especializada. Navegando pela internet, encontramos facilmente uma infinidade de sites com conteúdo específico ou mesmo exclusivo para meninas de todas as idades.
Acredito que esteja mais do que na hora de revermos alguns de nossos conceitos e posicionamentos, e aceitarmos essa nova realidade que se apresenta cada vez com mais clareza. É muito importante que o público gamer masculino saiba receber essas novas e fantásticas jogadoras sem restrições ou preconceitos, compartilhar conhecimento, trocar experiências. O mundo gamer pode perfeitamente ser composto por muitas novas cores, além do cinza chumbo. Diz um ditado muito antigo, que quando o exército inimigo é muito forte, a melhor opção é a de nos unirmos a ele.
Esta é uma matéria muito bacana que vi no fórum do GameVicio feita pelo usuário tuca13, e reflete bem o crescimento das mulheres no mundo dos games. Se antes os jogos eram voltados somente aos homens, hoje temos empresas pensando principalmente em trazer o público feminino a conhecer e gostar de vídeo games. Fiquem a vontade para comentar aqui no blog e no fórum também:
Matéria no Fórum GameVicio